Gonçalo Soares (nº 545) > Uma das interpretações que correm por aí acerca dos video jogos é que este tipo de meio se resume a duas coisas: football, carros, saltos e tiros. No fundo, tal coisa podia ser dita há 20 anos. Felizmente hoje já não. Este meio (tal como qualquer outra forma de "arte") evolui, talvez até mais rápido que muitas outras formas de contar histórias (e não só).
Mas o que se propõe neste post é desmistificar a noção de que o "videojogável" não é o demónio anti-cinematográfico que tenta destruir a noção de experiênciar o espaço e o tempo através da implementação pura de acção estupidificante.
Isto é normalmente como o videojogo é estéreotipado:
Mas o facto é que o videojogo não é só isso. Pode ser, e é também, isto:
Ou isto:
O videojogo não só é um meio já "crescidinho" o suficiente para ser respeitado, assim como é também uma nova maneira de encarar a ficção e dobrar a forma clássica do espectador se identificar com o "heroi" no ecrã (em primeiro lugar porque o espectador/jogador é, salvo em raras ocasiões, o próprio heroi). Além disso vale a pena não esquecer que o videojogo moderno recorre sobretudo ao cinema como fonte de inspiração. O que não significa que recorra apenas ao cinema mau.